Fujo do pensamento, dissolvo-me no esquecimento. Poucos são os que teimam em relembrar-me. Prefiro uma existência em comunhão com o infinito do que isolar-me e destacar-me: teria de acarretar com a angústia da brevidade da condição humana. Cada vez me recato mais do que digo e aventuro-me mais no que faço: assim defino bem o contorno do que sonho e do que sou aqui. Porque carrego em mim um mundo imenso de imaginação, tenho de o deixar bem encerrado nas suas fronteiras: cairia na loucura caso não assim o fosse.
E assim continuo a viagem, a longa viagem para onde o "eu" quer chegar.
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