E é então que volta de novo aquele sentir nostálgico, de tão entranhado que está. E porquê?
Será que agarrei em muitos viveres de desconhecidos ao mesmo tempo e rendilhei o coração com a mais triste porém bela vestimenta?
Será que se trata da minha imaginação a emergir com todos os "ses" vividos na amarela cidade de Lisboa? Sim, essa ainda estranha cidade amarela de noite, onde o rendilhado da calçada enfurece a mulher mais vaidosa, onde o autocarro amarelo ruge de dor de velho do Restelo.
O mais irónico é que parece que vou começar a atravessar A Grande Vermelha, aquela ponte que zumbe ao passar de um enxame de melancólicas abelhas, quase sem interromper. "Este também é o trabalho do meu Avô" digo-me. Afinal ele ajudou a pôr um prego aqui e ali.
Continuo assim, nesta cidade que trás alguma alma de nostalgia. Se esta fosse um veneno, então há uma outra cidade neste país que me matava instantaneamente. Mas por enquanto guardo-a no coração para não agoirar.
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